Queima do Judas 2026

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Queima do Judas 2026

Data:

04

.

04

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2026
22:30

Tag:

Festival

Local:

Vila do Conde

Mais info:

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Queima do Judas 2026

A tradição volta a arder em Vila do Conde, mas como sempre acontece por aqui, arde para iluminar. A 21.ª edição da Queima do Judas regressa ao espaço público no dia 4 de abril de 2026, às 22h30, no Centro de Memória de Vila do Conde, reafirmando este projeto como um dos exemplos mais consistentes de reinvenção contemporânea das tradições populares portuguesas.


Este ano, a criação parte de um gesto de homenagem. Sob o tema “Isabel Lhano, Elogio do Essencial”, a edição de 2026 inspira-se no universo visual da pintora vilacondense, trazendo para o espaço público a sua força cromática, o seu imaginário poético e a profunda ligação ao território. A cenografia, os figurinos e os elementos plásticos do espetáculo dialogam com a sua obra, cruzando artes visuais e artes performativas numa experiência coletiva, sensorial e profundamente simbólica.


A direção artística é assinada por Pedro Correia, que conduz um processo onde a participação comunitária não é acessória, é estrutural. Ao longo de várias semanas, residentes, associações locais e artistas convidados colaboram na construção do espetáculo, desde a criação da figura do Judas à cenografia, passando por oficinas de movimento, vídeo, figurino e danças tradicionais. Este modelo de trabalho garante um equilíbrio raro entre exigência artística e envolvimento cívico, fazendo da Queima do Judas um verdadeiro dispositivo de criação partilhada em espaço público.


O espetáculo articula instalação, música ao vivo, teatro físico e linguagem circense, integrando também contributos multimédia desenvolvidos com a comunidade. A recolha de testemunhos anónimos da população, que alimenta o tradicional Testamento do Judas, mantém viva a dimensão crítica e satírica do evento, transformando inquietações coletivas em matéria poética e performativa.


Para além da noite do espetáculo, a programação paralela prolonga a homenagem e reforça a ligação entre arte e comunidade. Destacam-se a pintura de um mural coletivo dedicado a Isabel Lhano, uma conversa pública sobre a sua vida e obra, e o concerto “Os Queimados, 21 Primaveras”, que revisita a memória musical do projeto com novos arranjos e diferentes gerações em palco. Estas ações expandem a Queima do Judas para além do momento performativo, inscrevendo-a no quotidiano da cidade como prática cultural continuada.


Mais do que um ritual festivo, a Queima do Judas afirma-se como um processo artístico e social de longa duração, onde tradição e contemporaneidade não se opõem, antes se contaminam. Em Vila do Conde, queimar o Judas é, ano após ano, um modo de pensar o presente em comunidade, com arte, humor e uma impressionante capacidade de mobilização coletiva.


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