Inês Pinho é uma artista performativa cuja expressão emerge do encontro entre o malabarismo, a dança e a acrobacia. Antes de se dedicar às artes do circo, foi atleta federada em ginástica rítmica durante 11 anos, tendo representado Portugal no Campeonato do Mundo de 2015.
Formou-se na Escola Profissional de Artes e Ofícios do Espetáculo do Chapitô (2016) e no Instituto Nacional de Artes do Circo – INAC (2021). Considera-se uma narradora visual e procura criar um diálogo entre o malabarismo e o movimento, fazendo uso do corpo e do objeto para explorar conceitos e transmitir ideias. A sua pesquisa artística privilegia processos que provoquem reflexão e escuta, que habitam zonas de ambiguidade e simbolismo, abrindo margem à interpretação individual.
Está ligada ao universo do circo há cerca de sete anos, tendo participado em residências, formações e criações em Portugal e no estrangeiro. Entre os projetos em que colaborou destacam-se a participação com a companhia Fura dels Baus (2017), Substrato (2022) co-criação INAC-Carampa apresentada no Festival Circa’22, a performance site-specific Ligneis com Giovanni Concato (Festival Novos Ventos, 2023), e o projeto Estações Efémeras com o Leirena Teatro (2024).
Em 2023, estreia a sua primeira criação a solo, Os Gatos Caem Sempre de Cara ou Como Salvar as Abelhas, apresentada na Casa das Artes de Famalicão, no Festival L.E.M.E. e na 10ª edição do Vaudeville Rendez-Vous.
Atualmente vive em Toulouse, onde frequenta a licenciatura em Artes do Circo na Esacto’Lido.